sábado, 24 de agosto de 2013

Conheça tribos indígenas que vivem isoladas no mundo  Instagram, capivara Joe Joe faz sucesso como bicho de estimação...









Imagem 26/27: Tribo fez cruzes com galhos de árvores no meio da floresta em uma tentativa de afastar a aproximação de outros povos, segundo ONG Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Floresta Peruana Marek Wolodzkol/Aides

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Conheça tribos indígenas que vivem isoladas no mundo

 
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Imagem 26/27: Tribo fez cruzes com galhos de árvores no meio da floresta em uma tentativa de afastar a aproximação de outros povos, segundo ONG Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Floresta Peruana Marek Wolodzkol/Aidese
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ex-executivo da Siemens relata 'ilícitos' em contratos do setor elétrico e de saúde


Em carta de 2008 à matriz na Alemanha, funcionário diz que formação de cartel e pagamento de propina a agentes públicos não eram exclusivos da área de transportes; documento originou apuração sobre ilegalidades em trens e no metrô


23 de agosto de 2013 | 2h 05



Fernando Gallo e Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
A carta que levou a investigações, no Brasil e na Alemanha, sobre irregularidades cometidas pela Siemens em licitações e formação de cartel no sistema metroferroviário cita "práticas ilícitas" não só nos transportes, mas também nos setores de energia e de equipamentos médicos da empresa. Para os investigadores, a rotina denunciada no documento, enviado em junho de 2008 à matriz da multinacional, engloba fraudes em concorrências públicas e pagamento de propinas a agentes públicos brasileiros.
A carta com as acusações, que hoje os investigadores sabem ser de um ex-executivo da multinacional, foi enviada ao ombudsman da Siemens na Alemanha e a autoridades brasileiras em junho de 2008. Embora fosse anônima, a riqueza de detalhes que continha em suas cinco páginas, 77 tópicos e seis anexos levou os investigadores a deflagrar uma apuração sem precedentes. Na Siemens, resultou na demissão da cúpula em diversos países - inclusive no Brasil. Em muitos países, resultou também n a instauração de procedimentos investigatórios pelos órgãos competentes.
No início da denúncia, o autor, dirigindo-se ao então ombudsman da Siemens na Alemanha, Hans-Otto Jordan, afirma que apontará "alguns fatos e documentos que demonstram práticas ilegais da Siemens, no passado e atualmente" e cita projetos dos metrôs de São Paulo e Brasília, onde aponta a prática de corrupção. Ele prossegue: "Esse tipo de prática não é um privilégio da Divisão de Transportes. São práticas comuns também nas divisões de Transmissão e Distribuição de Energia, Geração de Energia e de Sistemas Médicos".
O autor da denúncia que colocou a Siemens no centro do grande escândalo mundial não fornece detalhes sobre malfeitos nessas áreas específicas nem cita nomes ou esferas de governo. No Brasil, a multinacional alemã tem contratos milionários com empresas de diversos governos. No federal, controladas da Eletrobrás como Furnas, Chesf e Eletronorte tem contratos com a empresa. No governo paulista, a Cesp contratou a Siemens em diversas ocasiões.
Verossímil. Os investigadores veem o relato do denunciante como verossímil porque outras informações transmitidas na carta agora são confirmadas pelos seis executivos que trabalharam na Siemens e firmaram, em 22 de maio de 2013, acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). São subscritores do pacto o Ministério Público Federal e o Estadual.
Os lenientes - quatro executivos brasileiros e dois alemães que ocupavam cargos do alto escalão da companhia - revelaram a formação de um cartel no sistema metroferroviário de São Paulo, situação já apontada pelo autor da carta.
"É impressionante observar que, apesar de todos os escândalos e consequências para toda a companhia, a Siemens Brasil continua pagando propinas no Brasil para conseguir contratos lucrativos", acentuou o denunciante. "Espero que as informações mencionadas possam ajudá-lo em sua difícil função como ombudsman em uma companhia que não aprendeu com as lições do passado."
Outro cartel. O Cade conduz investigação sobre expedientes atribuídos à Siemens que teriam violado a competição no setor energético. Instalada em 2006 e ainda não concluída, uma investigação conduzida pela Secretaria de Direito Econômico do órgão aponta para a formação de cartel na venda de transformadores de distribuição de energia elétrica que teria provocado prejuízo de pelo menos R$ 1,7 bilhão a empresas do setor entre 1988 e 2004. A informação foi revelada em 2007 pelo jornal Folha de S. Paulo.
Nesse caso, a Siemens é vítima do próprio instrumento do qual se beneficia em relação ao setor metroferroviário, já que outra empresa, a ABB, fez um acordo de leniência com o Cade, livrando-se de pagar uma multa milionária. Na ocasião, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, relatou que costumava ouvir muitas queixas do setor elétrico sobre preços de equipamentos muito acima do mercado internacional, e disse crer na existência de diversos cartéis na área. "Acho que é a ponta do iceberg", disse então.
Trechos da carta: "Eu gostaria de trazer para o seu conhecimento alguns fatos e documentos que demonstram práticas ilícitas adotadas pela Siemens no Brasil, nos dias de hoje e no passado, particularmente nos seguintes projetos: CPTM Linha G (Linha 5 do Metrô de São Paulo), CPTM Série 3000 e contrato de manutenção do Metrô-DF."
"Esse tipo de prática não é privilégio da divisão de transportes. Elas também são comuns nas áreas de transmissão e distribuição de energia, geração de energia e na divisão de sistema de saúde, que trabalham com empresas públicas."
"Essa carta e os documentos anexados a ela serão distribuídos às autoridades brasileiras que estão investigando o caso de pagamento de propina pela Alstom em diversos projetos do Brasil, dentre os quais a da linha G da CPTM."
"É surpreendente observar que, apesar dos escândalos e das consequências para toda a companhia, a Siemens Brazil continua a pagar propina no País para ganhar contratos rentáveis."

Regime sírio ataca região nos arredores de Damasco
 

Agência Estado
Hassan Ammar/AP
As forças de segurança do regime sírio atacaram áreas rebeldes próximas a Damasco na quinta-feira, incluindo os locais onde supostas armas químicas teriam sido usadas um dia antes, de acordo com informações do Observatório Sírio para Direitos Humanos.
Os ataques aéreos e bombardeios parecem ser parte de uma ofensiva do Exército para tirar os rebeldes de pontos estratégicos nos arredores da capital, disseram ativistas. "os aviões conduziram vários ataques nesta manhã em Khan al-Sheikh e Zamalka, ferindo várias pessoas" e provocando violentos confrontos.
O grupo disse que outras áreas ao redor da capital também foram submetidas a bombardeios aéreos, incluindo Moadamiyet al-Sham, Daraya e Irbin.
Zamalka, a leste de Damasco, e Moadamiyet al-Sham, no sudoeste, têm permanecido fora do controle do Exército há algum tempo e estavam entre os alvos de um suposto ataque químico dos militares na quarta-feira.
O principal grupo de oposição sírio afirma que 1.300 pessoas foram mortas no ataque. O governo negou veementemente o uso de armas químicas, já os membros do Conselho de Segurança da ONU estão buscando "clareza" sobre as acusações. Fonte: Dow Jones Newswires.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SÃO BERNARDO MUDA O LOCAL DE CONSTRUÇÃO DA USINA DE LIXO
Por: Claudia Mayara (mayara@abcdmaior.com.br)


Com a mudança do local da usina de lixo, a área onde funcionava o lixão do Alvarenga será destinada a um parque após a descontaminação do terreno Foto: Andris Bovo
Com a mudança do local da usina de lixo, a área onde funcionava o lixão do Alvarenga será destinada a um parque após a descontaminação do terreno Foto: Andris Bovo
De acordo com a Prefeitura, Cetesb não autorizou usina na área do antigo lixão do Alvarenga

A Prefeitura de São Bernardo precisou alterar o local de construção da usina de lixo para um terreno entre as ruas Cinco e Senador Luiz Carlos Prestes, no Jardim Boa Vista, ao lado do antigo lixão do Alvarenga.

A previsão é que a unidade, orçada em torno de R$ 350 milhões e batizada de Usina de Reaproveitamento de Energia do Sistema de Processamento e Aproveitamento de Resíduos e Unidade de Recuperação Energética, comece a operar em 2015 e tenha capacidade diária de incinerar 750 toneladas de rejeitos (o que não pode ser aproveitado) e transformá-los em energia limpa suficiente para a iluminação pública da cidade.

A princípio, o projeto previa que o equipamento seria levantado dentro da área do antigo lixão do Alvarenga, que atualmente passa por descontaminação. No entanto, ao receber a primeira versão do EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do projeto, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) desaprovou a escolha do local.

LICENÇAS

A Cetesb não se manifestou sobre a reprovação até o fechamento desta edição, mas confirmou que o empreendimento tem licença prévia, o que atesta que a obra é ambientalmente viável. Para as intervenções iniciarem ainda é necessária a licença de instalação.

“Já publicamos o decreto de utilidade pública para uma área ao lado do lixão e vamos encaminhar os dados do novo local à Cetesb”, explicou o secretário de Serviços Urbanos, Tarcísio Secoli.

O decreto nº 18.565 de 4 de julho de 2013 foi publicado no jornal Notícias do Município em 5 de julho. O documento lista o nome de 34 proprietários que deverão ser indenizados por terem terrenos desapropriados pela Prefeitura.

Donos dizem que não foram notificados

Entre os donos da área onde será construída a usina de lixo está a família Tellini, que possui um terreno na rua Cinco. A área está no nome de quatro pessoas e, apesar de já fazer um mês da publicação do DUP (Decreto de Utilidade Pública), a família garante que não foi informada sobre a desapropriação. “Até agora não recebemos nenhuma notificação”, revelou Carla Tellini.

A situação também é desconhecida pela família Barrotte, outra proprietária. “Não estamos sabendo de nada. Mas tenho escritura do local e pago os impostos”, destacou um parente que preferiu não se identificar.

Procurada, a Prefeitura não esclareceu como funciona o processo de desapropriação nesses casos ou se vai encaminhar notificações às famílias.

Área do lixão será destinada a parque

Com a mudança do local da usina de lixo, a área de 300 mil metros quadrados onde funcionava o antigo lixão do Alvarenga será destinada apenas ao parque que será construído após a descontaminação do terreno, que deve estar concluída em 2014.

Ainda não estão definidos quais serão as atrações e os serviços do espaço. Desde 11 de julho, os moradores podem contribuir com o projeto em um estande na estrada do Alvarenga, próximo à área do lixão.






segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Política

                      



Mais da metade dos municípios do Brasil não tem controle sobre os serviços de água e esgoto

do UOL
 
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    Menino toma banho em área de esgoto na cidade de Melgaço (PA), município com o pior IDH do BrasilMenino toma banho em área de esgoto na cidade de Melgaço (PA), município com o pior IDH do Brasil
Mais da metade dos municípios brasileiros não controla os serviços de abastecimento de água tratada e saneamento básico oferecidos à população. A informação é da pesquisa "Saneamento Básico – Regulação 2013", lançada nesta segunda-feira (19) durante o 8º Congresso da Associação Brasileira das Agências de Regulação (Abar), que acontece em Fortaleza.

Municípios que têm controle sobre os serviços e água e esgoto
2009 883
2010 853
2011 1.896
2012 2.296
2013 2.716
Fonte: Abar
Das 5.570 cidades do país, apenas 2.716 possuem regulação -- o que corresponde a 48% do total. Regulação é o nome dado a atividades de fiscalização e acompanhamento da qualidade dos serviços de água e esgoto e de definição de regras para os reajustes de tarifas.
Criadas por meio de leis, as agências reguladoras devem regular os serviços essenciais prestados por empresas públicas, de capital misto ou privado. Elas devem ter autonomia financeira e decisória e ser livres de interesses políticos. Muitos municípios preferem fazer parcerias para garantir a regulação, em vez de criarem órgãos próprios.
"Quando não há agência regulando, a empresa prestadora do serviço fica livre para fazer como quer. A agência surge para cobrar que haja equilíbrio na tarifa, zelo pela qualidade do serviço e cumprimento das metas estabelecidas", disse o presidente do instituto Trata Brasil, Edson Carlos.
A pesquisa mostra que essas agências aplicaram 1.181 penalidades às empresas no último ano, sendo 89% apenas advertências. Segundo o coordenador da pesquisa, Alceu Galvão, o ritmo de crescimento da regulação – de 18% ao ano-- é "lento, mas tem sido consistente".

Rede de esgoto recebe toneladas de lixo domiciliar

Mais por menos

O percentual de municípios que vêm adotando a regulação cresce a cada ano, conforme aponta a pesquisa. Em 2011, esse índice não passava de 34% do total, saltando para 41% no levantamento do ano passado e a 48% no deste ano.
Para o professor de mestrado em gestão internacional da ESPM (escola Superior de Propaganda e Marketing) e sócio da Pezco Microanalysis, Frederico Turolla, esse número ainda está "muito aquém do desejável".
"A regulação é a principal força para eficiência e proteção do consumidor. Além de fiscalizar e controlar, a agência cria estímulos para o prestador fazer mais com menos, o que é fundamental", disse.
Segundo Turolla, um dos motivos para que a regulação do saneamento ainda não chegue à metade dos municípios é a forma como o setor é definido no Brasil.
"Ao contrário da energia e telefonia, com titularidade da União, o titular do saneamento é o município. Isso leva a termos milhares de titulares, responsáveis pela regulação --e nem todos se conscientizaram", disse.