terça-feira, 3 de setembro de 2013

começar por São Paulo, Osasco e São José dos Campos
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LUCAS SAMPAIO
DE CAMPINAS

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O governo do Estado de São Paulo irá terceirizar o atendimento de emergência por telefone da PM (Polícia Militar), o 190, hoje realizado por integrantes da corporação.

Ainda sem data para ser implementado, o projeto-piloto vai começar por São Paulo e Osasco, na região metropolitana, e São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

O anúncio foi feito na segunda-feira (2) pelo secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella, em Campinas (a 93 km de SP).

Segundo a PM, o projeto-piloto está em "fase de construção" do edital de licitação --que deverá contemplar apenas os centros de operação da PM dos três municípios.

Em nota, a corporação afirmou que o objetivo da terceirização é o "melhor atendimento ao cidadão". "Com a terceirização, é possível aumentar o efetivo policial empregado no policiamento de rua", diz o texto.

"No início, os atendentes terão acompanhamento dos policiais militares que trabalham no atendimento das chamadas de emergência", diz a PM, "até que se tenha certeza do mesmo nível de excelência de atendimento".

150 MIL LIGAÇÕES

Hoje, cerca de 700 policiais atendem aproximadamente 150 mil ligações por dia em todo o Estado, segundo a PM. "Seria necessário retirar mais de 500 policiais das ruas para atender de modo satisfatório a demanda atual de chamadas."

Nesta terça-feira (3), o governador Geraldo Alckmin defendeu a terceirização. "Eu vejo de maneira positiva."

O objetivo do projeto, segundo o governador, é "ter cada vez mais o policial na rua, em sua atividade preventiva, ostensiva e repressiva". "O policial é extremamente especializado e, portanto, quanto mais tiver na atividade fim, melhor. Você pode ter civis nesse trabalho [de atendimento], liberando os policiais."

DELEGACIA SECCIONAL

Grella e Alckmin foram a Campinas assinar o contrato de locação do prédio que irá abrigar a segunda delegacia seccional da cidade.

A seccional terá "nos próximos meses" um plantão permanente 24 horas e abrigará delegacias especializadas da Polícia Civil, como a DIG (Delegacia de Investigações), a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e a Delegacia de Defesa da Mulher


Moradores  se organiza e recebe obras importante.

Após 25 anos de espera moradores do Parque dos Químicos e jardim nova America no grande Alvarenga final mente vê  o asfalto chegar nas ruas.

Administração  Luiz marinho alem do asfalto está construindo muros de sustentação,7 muros de contenção ,4 muros de arrima2 escadas ídrálica  vamos dá sustentação ao bairro afirma o d r Julio  que veio representar o secretario de transporte d r Oscar gameiro,em  uma grande assembleia que contou com vereador Antonio Carlos da silva o Toninho da lanchonete o Ferreira da secretaria de orçamento participativo (sop) muitas liderança estiveram presente, os moradores participaram,o vereador falou da obra que está da estrada dos Alvarenga que  para começa no inicio de 2014 a grande importância desta obra vai melhorar muito o deslocamento  para outras cidades da região.Esta é uma grade conquista dos nosso moradores afirma  o lidera comunitário Gustavo do parque dos Químicos que liderou ação junto a outros moradores na  câmara dos vereadores com faixas é cartaz pedindo obra não queremos mas pedras nas ruas queremos outro material durante 100 dias reversando o uso da tribuna,isto fez que o bairro veio ser pavimentado ,nós  temos uma ferramenta importante afirma Gilvan quem filma as ações do bairro.Após o temo da pavimentação vamos articular com os deputado uma representação junto a Sabesp  companhia de água esgoto do estado de São Paulo, sobre o saneamento desta região, está muito atrasado,em uma região especial o tratamento deve ser especial .Os moradores reclama de falta de segurança, ruas da região que moradores afirma que faz mas de 20 anos que mora e nunca viram uma viatura é caso da rua Airton sena vive abandonado pó parte da policia, sou  contribuinte reclama os moradores

Agora que você tem um bairro asfaltado vamos preservar cuide do bem que é seu não lixo nas ruas , terreno baldio,coloque seu lixo na lixeira só nos dias de coleta em nossa região segunda,quarta e sexta o lixo ficando exposto  os cachorros  derruba rasga , junta ratos insetos,é muito feio cuide bem na hora de reformar não jogue o entulho em qual quer lugar alugue ama caçamba, converse com seu vizinho devida as despesas o acumulo  de entulho traz varias cosequencia os roedores,cobras escondes se sem contar é feio,lembre-a rua é o quintal de sua casa cuide assim vamos ter um bairro melhor eu acredito.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

13 de maio - Dia da Abolição da Escravatura


Fonte: IBGE

No Brasil, o regime de escravidão vigorou desde os primeiros anos logo após o descobrimento. Na década de 1880, nosso país era um dos únicos que ainda mantinha esse regime. Isto mudou no dia 13 de maio de 1888, quando a princesa regente Isabel assinou a Lei nº 3.353, mais conhecida como Lei Áurea, libertando os escravos. Confira o texto da Lei:

"Declara extinta a escravidão no Brasil. A Princesa Imperial Regente em nome de Sua Majestade, o Imperador, o senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:

Art. 1°: É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil.

Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.

Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.”

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cheques sobrevivem mesmo com queda brusca em seu uso
          
Denis Maciel/DGABC
Mesmo com uma queda média mensal considerável de folhas compensadas nos últimos 12 anos, o cheque é um meio de pagamento que promete ter vida útil a perder de vista, dizem especialistas. Entre os fatores que sustentam essa longevidade estão os pagamentos das empresas em alto valor, a utilização da forma de liquidação de dívida no Interior e a falta de interesse de micro e pequenos empresários de gastarem com taxas de administração de cartões quando se protegem consultando as informações dos clientes.
Conforme dados da Serasa Experian, entre janeiro e julho de 2001, o volume de cheques compensados no Estado de São Paulo atingiu 633 milhões de folhas. Neste ano, considerando o mesmo período, diminuiu para 188 milhões. A redução média mensal neste intervalo atingiu 37 milhões. E, com base na série histórica, o meio de pagamento não teria vida após 2018. Mas houve uma desaceleração no decréscimo. Entre os primeiros sete meses de 2013 contra igual período do ano anterior, a redução foi de 8 milhões.
O pedreiro Mizael Tales Dias, que mora em Mauá, exemplifica um dos motivos que tiram o interesse de muitas pessoas pelo cheque. “Eu recebi muitos cheques sem fundos como pagamento.” Hoje, ele só trabalha com pagamento em dinheiro – a propósito, aceitar cheque é uma opção do prestador de serviço ou comércio, que não são obrigados a aceitar a folha.
O mesmo ocorre com vários micro e pequenos empresários. Porém, o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges, salienta: “Quando o comerciante consulta o CPF, se ele tem a segurança de aceitar o cheque, terá menor custo do que com o cartão e a maquininha”. E, no caso do Interior, acrescenta, os negócios de menor porte acabam utilizando o meio porque conhecem bem a sua clientela, já que existe menos rotatividade do que nas regiões metropolitanas.
“Recentemente, a queda se estabilizou. Mas, de três ou quatro anos para cá, caiu pela metade (o número de cheques compensados) no País”, destaca o economista Flávio Calife, da Boa Vista Serviços. Ele diz, entretanto, que a continuidade dos talões é estimulada porque pequenas empresas liquidam suas contas de altos valores com os cheques.
MODERNIDADE - A coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Fundação Santo André, Verenice Garcia, observa que a modernização do sistema financeiro, com a massificação dos cartões e os pagamentos com depósito em conta corrente para os aposentados, que já recebem um plástico quando abrem uma conta, estimulam o fim do cheque. “Isso vem sendo previsto há muitos anos. Mas mesmo em países que têm meios de pagamentos mais avançados, ele ainda existe. Por isso, é difícil prever o fim.”
Para o diretor adjunto de serviços da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Walter de Faria, “apesar de todos os meios eletrônicos, muita gente ainda prefere o cheque.” Em alguns estabelecimentos, inclusive, é oferecido aos clientes desconto no pagamento com dinheiro ou cheque – para não dizer que estão cobrando mais caro pelo pagamento com cartão, a fim de bancar as taxas de administração, o que é proibido.
Morador sofre com ônibus na periferia de S.Bernardo
 

               
Do Diário do Grande ABC
Denis Maciel/DGABC
Moradores dos bairros mais afastados de São Bernardo sofrem para se locomover pela cidade nos ônibus municipais. A distância do Centro traz problemas como superlotação e longo tempo de espera, além de percursos demorados. A equipe do Diário flagrou a condição precária enfrentada pelos passageiros de quatro áreas longínquas do município: Alvarenga, Riacho Grande/Pós-balsa, Baraldi/Selecta e Batistini.
Em pesquisa divulgada pelo Diário, em junho, sobre avaliação de governo do prefeito Luiz Marinho (PT), o transporte público aparece como um dos três piores serviços oferecidos pela Prefeitura, recebendo nota 4,7 dos entrevistados.
A operadora de telemarketing Gabriela Calemusti, de 22 anos, que mora no bairro Capivari, região do Riacho Grande, afirmou que para chegar no serviço às 17h tem de sair de casa às 14h40. Ela utiliza a linha 6, que vai da Balsa João Basso ao Centro. “O serviço é horrível. Vivemos muitos problemas com ônibus, que já sai do ponto lotado. A espera é de 45 minutos. De sábado e domingo a coisa é ainda pior. Pelos R$ 3 que pagamos, deveríamos ter um pouco mais de conforto”, reclamou.
Segundo a Prefeitura, na região do Riacho Grande 657,5 mil pessoas, em média, utilizam o transporte público municipal por mês. Oito linhas, num total de 38 veículos, circulam pelo bairro. Ou seja, cada coletivo transporta média de 576 pessoas diariamente em diversas viagens. A equipe do Diário percorreu na linha 6 e levou cerca de 40 minutos para chegar ao Centro.
Para quem mora na região do pós-balsa a situação é ainda pior. Os moradores dizem que ficam até uma hora e meia à espera do coletivo. “Aqui é muito ruim, porque tem poucos ônibus. Em horário de pico é cruel, tem tanta gente que, às vezes, não dá para pegar o ônibus de tão cheio que está. Se isso acontece, temos de esperar mais de uma hora pelo próximo. De fim de semana, a espera quase chega a três horas no ponto”, afirmou a ajudante geral Maria Nilza Alves Porto, 51, que mora no bairro Tatetos.
De acordo com a administração municipal, no pós balsa, 80 mil usuários trafegam pelos coletivos municipais mensalmente. A área é atendida por apenas uma linha, com seis veículos que levam cerca de 2.600 pessoas por dia cada.
Lotação e longo tempo de espera também são as reclamações dos moradores do Jardim Represa, na região do Batistini. “O transporte aqui é horrível. Têm poucos ônibus e eles estão sempre lotados. Além disso, só passa mircro-ônibus, raramente passa algum veículo grande”, relatou a operadora de caixa Mara de Souza, 26.
No bairro Baraldi, os moradores precisam contar com a ajuda dos vizinhos. “Se precisar de algo urgente, temos de recorrer aos amigos e pedir carona para quem tem carro. Se depender do ônibus, morremos aqui. Chegamos a esperar duas horas pelo transporte, que deveria passar de hora em hora”, reclamou o eletricista Ludergenio Balbino Anatorio, 34 anos.
A SBC Trans, empresa que opera o sistema de ônibus municipal, já recebeu aproximadamente R$ 20 milhões da Prefeitura neste ano. O valor é correspondente à média mensal de 800 mil usuários que são isentos do pagamento da tarifa, conforme a legislação municipal.
Sobre as reclamações dos usuários, a concessionária somente informou que “os serviços prestados, além de eficientes e seguirem os mais elevados padrões de qualidade do mercado, têm como objetivo o constante aperfeiçoamento e a melhoria do transporte público.”
Prefeitura prevê melhorias no sistema
A Prefeitura de São Bernardo promete melhorias ao transporte público municipal. Uma das medidas será aumentar o número de veículos em circulação em algumas áreas da cidade. No entanto, o Executivo alega que o aprimoramento do sistema não se resume a ampliar a quantidade de ônibus, pois considera que, na maioria das vezes, o problema não é fruto de falta de coletivos.
Segundo o Executivo, os congestionamentos constantes na cidade condicionam o desempenho das linhas, já que os ônibus são alocados conforme as demandas de cada região.
O plano diretor de São Bernardo, promulgado em dezembro de 2011, estabeleceu como política municipal de mobilidade urbana a priorização da circulação do transporte coletivo e do modo a pé sobre o transporte individual motorizado na ordenação do sistema viário.
O município tem o seu PDTU (Plano Diretor de Transporte Urbano), que trata dos modos de transporte urbano (pessoas e cargas). Nele, a prioridade de circulação é total ao transporte coletivo. Um dos componentes desse plano é a implantação dos corredores de transporte coletivo, que, segundo a Prefeitura, dará maior velocidade aos ônibus, redução do tempo de viagem, regularidade nos horários e conforto. Estão previstos 12 faixas exclusivas para coletivos na cidade.
Outro componente do plano é a implementação do Metrô em São Bernardo. A Linha 18-Bronze, que está prevista para iniciar obras em 2014 e ser entregue em meados de 2016 pelo governo estadual, teve projeto funcional arcado pela Prefeitura. O trecho, que ligará a Capital ao Grande ABC por meio de sistema monotrilho, passando por Santo André e São Caetano, deverá transportar cerca 314 mil passageiros por dia.
O Executivo considera que esses novos equipamentos de Mobilidade Urbana formam contexto estrutural e de médio prazo voltados ao transporte coletivo na cidade.
A curto prazo, a Prefeitura promete algumas medidas operacionais, como faixas preferenciais em determinados horários, ajustes semafóricos com prioridade à circulação dos ônibus, sinalização específica para o ordenamento da circulação dos coletivos e regular monitoramento e fiscalização das linhas.


Macapá, a capital sem água nem esgoto

Cidade tem piores índices do País; crianças são as principais vítimas


01 de setembro de 2013 | 2h 10

    cada povo tem o governo que merece mesmo noseculo 21 uma capital só tem 3% do esgota tratado



    • Pablo Pereira - enviado especial de O Estado de S.Paulo
      MACAPÁ - Uma cidade com 3% da área servida por rede de coleta de esgoto, 17% da população em região de ressaca do Rio Amazonas e o restante com fossas sanitárias, em muitos casos cavadas ao lado de poços d'água, e cerca de 60% das casas sem água encanada. Essa realidade do saneamento básico transforma Macapá, capital do Amapá, com 407 mil habitantes, no retrato do descaso. Todos os dias, crianças lotam hospitais com verminoses, dor de barriga e doenças de pele.
      Comunidade São Lazaro, na cidade de Macapá  - Márcio Fernandes/AE
      Márcio Fernandes/AE
      Comunidade São Lazaro, na cidade de Macapá

      "Ele já teve diarreia e agora está com coceira", afirmou Anne Caroline Melo, de 19 anos, mãe de Carlos Henrique, de 6 meses, moradora do alagado de São Lázaro. Na quarta-feira, contou que havia um mês o filho tivera febre alta e fora levado ao Pronto Atendimento Infantil, no centro. Há três meses vivendo na pequena casa de madeira construída sobre o charco fétido existente há décadas e pagando R$ 200 de aluguel, sonha com o dia de ir embora.
      Para o vendedor Sandro Melo, que também mora com os três filhos no alagado, a torcida é para que seja aceito no projeto Minha Casa Minha Vida. "Estou esperando. Aqui, o meu menino mais novo já teve diarreia. O médico disse que é por causa da água", contou o rapaz.
      A vizinha dele, Samara dos Santos, de 25 anos, também gostaria de partir. Com dois filhos, mora na área há 4. E eles já foram vítimas das doenças que perseguem as crianças da região. "Esse povo aqui da baixada é um povo esquecido", disse.
      A situação dos moradores do alagado de São Lázaro está longe de ser exceção. "É um exemplo de área de ressaca do município que precisa de solução rápida", afirmou na quinta-feira o secretário da Saúde de Macapá, Dorinaldo Malafaia. "A situação de falta de saneamento no município é geral e gravíssima", admitiu.
      O impacto sobre a saúde é visível. A situação piora no "inverno amazônico", nos primeiros cinco meses do ano, quando as águas potencializam a proliferação de doenças. De janeiro a maio, 5.483 atendimentos foram registrados no pronto-socorro infantil - diarreia, vômito, infecção intestinal, tudo reunido como gastroenterocolite aguda (ou Geca).
      Qualquer mãe do Amapá, porém, imagina que os números estão bem abaixo do real. "Muitas vezes a gente nem leva no hospital", diz Cláudia Silva, de 33 anos, que há 8 vive no São Lázaro. Ela teme que a filha Amanda, de 7, acostumada a correr sobre as passarelas de madeira, volte a cair na água podre sob as casas. Até agora, ela não aparenta ter problemas.
      Em áreas vizinhas a São Lázaro, como o bairro Pantanal, a cerca de 2 km, a situação é igual. Nas habitações da beirada do rio, os dejetos humanos correm direto para a margem encoberta pelo matagal. Nos locais mais altos, assim como em bairros de classe média, os restos sanitários vão para as fossas. Os lotes são ladeados, em muitos casos, por poços de água, do tipo "amazonas".
      Os "amazonas" são os buracos no chão, alguns cercados de tijolos. Por R$ 500, um pedreiro cava um. Já para construir um poço artesiano, que busca água em lençol freático mais profundo, o preço muda. "É de R$ 2 mil a R$ 3 mil", diz uma moradora do Pantanal.
      Sobre o abastecimento de água, feito pela empresa estadual Caesa, a prefeitura de Macapá não tem certeza da extensão da rede. Dados informados pelo Amapá ao governo federal dão conta de cobertura de 41,7% da população urbana do Estado.
      Indústria. Um caminhão de esgoto retirado de uma fossa de uma casa de quatro pessoas, com três banheiros, não custa menos de R$ 120. Há uma dezena de empresas especializadas. Os dejetos enchem os caminhões, espécie de aspiradores gigantes, com capacidade para 8 mil litros, e são descarregados na lagoa de decantação de Pedrinhas. Na sexta-feira, o tráfego era constante na descarga. "É época de pagamento de salário", disse um motorista.
      A procura pela limpeza de fossas é constante. "Registramos uma média mensal de 160 a 180 carradas (cargas)", explicou a vendedora Elaine Cabral, da Jucar Saneamentos, que atendeu na quinta-feira o professor universitário Ricardo Ângelo Pereira de Lima. "O que mais nos incomoda nem é o pagamento do serviço", afirmou Lima. "O que preocupa é a contaminação do solo, das águas. Macapá tem uma população permanentemente doente."


      Macapá, a capital sem água nem esgoto


      Cidade tem piores índices do País; crianças são as principais vítimas


      01 de setembro de 2013 | 2h 10

      cada povo tem o governo que merece  mesmo noseculo 21 uma capital só tem 3% do esgota tratado 
       



    • Pablo Pereira - enviado especial de O Estado de S.Paulo
      MACAPÁ - Uma cidade com 3% da área servida por rede de coleta de esgoto, 17% da população em região de ressaca do Rio Amazonas e o restante com fossas sanitárias, em muitos casos cavadas ao lado de poços d'água, e cerca de 60% das casas sem água encanada. Essa realidade do saneamento básico transforma Macapá, capital do Amapá, com 407 mil habitantes, no retrato do descaso. Todos os dias, crianças lotam hospitais com verminoses, dor de barriga e doenças de pele.
      Comunidade São Lazaro, na cidade de Macapá  - Márcio Fernandes/AE
      Márcio Fernandes/AE
      Comunidade São Lazaro, na cidade de Macapá

      "Ele já teve diarreia e agora está com coceira", afirmou Anne Caroline Melo, de 19 anos, mãe de Carlos Henrique, de 6 meses, moradora do alagado de São Lázaro. Na quarta-feira, contou que havia um mês o filho tivera febre alta e fora levado ao Pronto Atendimento Infantil, no centro. Há três meses vivendo na pequena casa de madeira construída sobre o charco fétido existente há décadas e pagando R$ 200 de aluguel, sonha com o dia de ir embora.
      Para o vendedor Sandro Melo, que também mora com os três filhos no alagado, a torcida é para que seja aceito no projeto Minha Casa Minha Vida. "Estou esperando. Aqui, o meu menino mais novo já teve diarreia. O médico disse que é por causa da água", contou o rapaz.
      A vizinha dele, Samara dos Santos, de 25 anos, também gostaria de partir. Com dois filhos, mora na área há 4. E eles já foram vítimas das doenças que perseguem as crianças da região. "Esse povo aqui da baixada é um povo esquecido", disse.
      A situação dos moradores do alagado de São Lázaro está longe de ser exceção. "É um exemplo de área de ressaca do município que precisa de solução rápida", afirmou na quinta-feira o secretário da Saúde de Macapá, Dorinaldo Malafaia. "A situação de falta de saneamento no município é geral e gravíssima", admitiu.
      O impacto sobre a saúde é visível. A situação piora no "inverno amazônico", nos primeiros cinco meses do ano, quando as águas potencializam a proliferação de doenças. De janeiro a maio, 5.483 atendimentos foram registrados no pronto-socorro infantil - diarreia, vômito, infecção intestinal, tudo reunido como gastroenterocolite aguda (ou Geca).
      Qualquer mãe do Amapá, porém, imagina que os números estão bem abaixo do real. "Muitas vezes a gente nem leva no hospital", diz Cláudia Silva, de 33 anos, que há 8 vive no São Lázaro. Ela teme que a filha Amanda, de 7, acostumada a correr sobre as passarelas de madeira, volte a cair na água podre sob as casas. Até agora, ela não aparenta ter problemas.
      Em áreas vizinhas a São Lázaro, como o bairro Pantanal, a cerca de 2 km, a situação é igual. Nas habitações da beirada do rio, os dejetos humanos correm direto para a margem encoberta pelo matagal. Nos locais mais altos, assim como em bairros de classe média, os restos sanitários vão para as fossas. Os lotes são ladeados, em muitos casos, por poços de água, do tipo "amazonas".
      Os "amazonas" são os buracos no chão, alguns cercados de tijolos. Por R$ 500, um pedreiro cava um. Já para construir um poço artesiano, que busca água em lençol freático mais profundo, o preço muda. "É de R$ 2 mil a R$ 3 mil", diz uma moradora do Pantanal.
      Sobre o abastecimento de água, feito pela empresa estadual Caesa, a prefeitura de Macapá não tem certeza da extensão da rede. Dados informados pelo Amapá ao governo federal dão conta de cobertura de 41,7% da população urbana do Estado.
      Indústria. Um caminhão de esgoto retirado de uma fossa de uma casa de quatro pessoas, com três banheiros, não custa menos de R$ 120. Há uma dezena de empresas especializadas. Os dejetos enchem os caminhões, espécie de aspiradores gigantes, com capacidade para 8 mil litros, e são descarregados na lagoa de decantação de Pedrinhas. Na sexta-feira, o tráfego era constante na descarga. "É época de pagamento de salário", disse um motorista.
      A procura pela limpeza de fossas é constante. "Registramos uma média mensal de 160 a 180 carradas (cargas)", explicou a vendedora Elaine Cabral, da Jucar Saneamentos, que atendeu na quinta-feira o professor universitário Ricardo Ângelo Pereira de Lima. "O que mais nos incomoda nem é o pagamento do serviço", afirmou Lima. "O que preocupa é a contaminação do solo, das águas. Macapá tem uma população permanentemente doente."