quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Justiça decide que crédito de celular pré-pago não pode expirar
 
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A Justiça Federal proibiu as operadoras de telefonia móvel a estabelecer prazo de vencimento para os créditos usados em celulares pré-pagos.

A decisão é válida em todo território nacional e começa a valer assim que as teles forem notificadas --seja por meio de um oficial de Justiça ou após publicação no "Diário Oficial".

A mudança foi imposta pela 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas ainda cabe recurso.

De acordo com o relator do processo, desembargador federal Souza Prudente, o prazo de validade é um confisco antecipado dos valores pagos pelo serviço.

"Afigura-se manifesta abusividade (...) a medida impõe ao usuário de menor poder aquisitivo discriminação injustificada e tratamento não isonômico em relação aos demais usuários desses serviços públicos de telefonia", disse.

O Sindtelebrasil, sindicato que representa as operadoras, informou que aguarda comunicado oficial da decisão para avaliar medidas cabíveis.  fonte Folha de São Paulo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

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O Julgamento do Mensalão


   Folha de S.Paulo




STF rejeita recursos de quatro réus e esgota chances de deputado


 

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Na retomada do julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal rejeitou nesta quarta-feira (14) os recursos apresentados por 4 dos 25 réus condenados ano passado por envolvimento no esquema de compra de apoio congressual ao governo Lula.
Entre eles, o recurso de Valdemar Costa Neto (PR-SP), o primeiro dos deputados federais condenados pelo STF a ver esgotadas as suas chances de reduzir sua pena nesta etapa do julgamento.
Por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Neto havia sido condenado a 7 anos e 10 meses de prisão. Como a pena foi inferior a 8 anos, ele deve cumpri-la em regime semiaberto em colônia agrícola ou industrial com a possibilidade de sair durante o dia.
Veja como foi o 1º dia de análises de recursos
Conheça as penas para cada réu condenado
Veja especial sobre o julgamento do mensalão
Para ministros ouvidos pela Folha, a situação dele não será alterada. Na prática, após a publicação do novo acórdão (resumo do que é decidido no julgamento), que acontecerá ao final da fase de análise dos recursos, o deputado poderá insistir na apelação, mas ela não deverá ser acatada.
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, comentou no início da sessão que considerava os recursos como medidas protelatórias. Ele repetiu o duelo verbal registrado ao longo do julgamento do mensalão com alguns ministros.
Com Dias Toffoli, por exemplo, ele protagonizou um dos momentos mais tensos desta quarta. Ao discutirem se ministros poderiam votar sobre recursos de réus que haviam absolvido, Toffoli disparou: "Vossa excelência presida de maneira séria".
"Eu sei onde quer chegar", respondeu Barbosa, que ouviu de Toffoli: "Vossa excelência não sabe. Só se tiver capacidade premonitória [sobre o teor do voto dele a respeito, no caso, do recurso do ex-tesoureiro informal do PTB Emerson Palmieri]".

Assista ao vídeo em tablets e celulares
Com a duração de quatro meses e meio, o julgamento foi o mais longo da história do STF. Entre os condenados pela corte estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, considerado o chefe da quadrilha que distribuiu dinheiro a parlamentares em troca de apoio político no Congresso.
Além de Neto, o STF rejeitou o recurso de Palmieri, que pedia redução do valor das multas. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, mas sua pena de 4 anos de prisão foi substituída pelo pagamento de R$ 286 mil e a proibição de ocupar cargos públicos.
O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas, condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, também teve seu recurso rejeitado. A pena de Lamas é de 5 anos de prisão e multa de R$ 240 mil.

Julgamento do mensalão


O presidente do STF, Joaquim Barbosa, abre a sessão do primeiro dia da retomada do julgamento do mensalão
O quarto a ter sua apelação rejeitada pelos ministros do STF foi o ex-deputado do PMDB José Rodrigues Borba. Condenado a 2 anos e 6 meses de prisão, Borba teve a pena substituída por uma multa R$ 360 mil, a qual tentou reduzir mas não obteve sucesso.
Os recursos analisados são embargos de declaração. Servem para esclarecer obscuridades ou sanar contradições do resumo da decisão tomada no ano passado. Para alguns réus, ainda há esperança na apresentação de outro tipo de apelação, chamada de embargos infringentes.
Esse recurso está previsto no regimento do STF para casos em que a condenação foi apertada e o réu recebeu ao menos quatro votos pela absolvição. Mas não consta em lei de 1990 que regula a tramitação de processos na corte.
Como Valdemar não obteve quatro votos em nenhuma de suas condenações, ele não terá direito a este tipo de recurso, que ainda precisará ter sua validade atestada pelo plenário do Supremo.
Editoria de Arte/Folhapress

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Procuradoria suspeita de ação do cartel de trens em licitações federais


Karen Kahn, do Ministério Público Federal, afirmou que há indícios de acordos ilícitos entre empresas em contratos da CBTU ou em processos licitatórios que contaram com verbas da União



     
Bruno Ribeiro, Fausto Macedo e Marcelo Godoy - O Estado de S. Paulo
O Ministério Público Federal (MPF) vê indícios de que o suposto esquema de cartel nas obras do Metrô de São Paulo tenha atuado também em licitações federais envolvendo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A afirmação foi feita nesta segunda-feira, 12, pela procuradora da República em São Paulo Karen Louise Jeanette Kahn, responsável pela investigação do caso na área federal.
Algumas da principais empresas investigadas no caso mantêm e mantiveram contratos com a estatal federal, vinculada ao Ministério das Cidades, desde 1998 até agora. “Há vários contratos (federais) também. Há possíveis outros cartéis em âmbito federal. Aqui estamos falando, via de regra, em cartéis estaduais com efeito na esfera federal, crime de evasão. Envolve recursos da União”, disse Karen.
Em seguida, questionada especificamente sobre a CBTU, ela disse: “A CBTU tem alguns possíveis envolvimentos. Isso depende da análise das provas. A gente tem a suspeita”.
Karen afirmou que apura em tese diversos delitos. Além do cartel, haveria corrupção internacional, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e “formação de quadrilha, eventualmente com enquadramento na nova lei de organizações criminosas”. Muitas empresas citadas aparecem em outras apurações do MPF, o que reforça as suspeitas da procuradora Karen.
A procuradora não especificou quais licitações teriam sido fraudadas nem o período em que elas ocorreram – se envolveriam, por exemplo, os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), de Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2010) ou de Dilma Rousseff.
A suspeita de cartel no Metrô em governos tucanos paulistas antecipou a guerra prevista para 2014 entre PSDB e PT. Desgastados com as denúncias, os tucanos reagiram afirmando que há suspeitas de cartéis em outros sete Estados e no Distrito Federal. Em algumas capitais, como Belo Horizonte e Recife, a CBTU organizou a licitação e opera o sistema de transporte.
Em outras, como Salvador e Fortaleza, foram aplicadas verbas federais no metrô, mas o sistema é operado por estatais estaduais.
Investigadas. As empresas Siemens e Alstom – que estão no centro do caso – dizem que colaboram com as investigações em curso. A Alstom é investigada desde 2009. O caso Siemens veio à tona no mês passado quando executivos da multinacional firmaram um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)– relatam os ilícitos e, em troca, não são processados.
O Ministério das Cidades informou que “qualquer irregularidade eventualmente encontrada será apurada”.
Ao lado de Carlos Emmanuel Joppert Ragazzo, superintendente-geral do Cade, Karen é uma das signatárias do acordo de leniência feito por seis ex-executivos da Siemens para delatar o cartel. Eles entregaram provas da atuação do grupo para fraudar licitações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dos Metrôs de São Paulo e de Brasília.
Nas 1.073 páginas do inquérito do Cade há citações a obras e licitações em outras capitais – Goiânia, Rio, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador – e também no Chile, em Santiago.
Em trocas de e-mails, os executivos da empresa expõem análises de mercado ou seus planos para fornecer equipamentos em futuros contratos. Mas, ao contrário das seis licitações em São Paulo e no DF, não revelam provas contundentes da atuação do cartel ou indícios de pagamento de propina.
Inquéritos. Na Justiça estadual há 45 inquéritos que apuram suposta improbidade administrativa dos envolvidos e um inquérito criminal para investigar prática de cartel. Assim como o MPF, o Ministério Público Estadual (MPE) também assinou o acordo de leniência com a Siemens e o Cade. Mas nenhum deles teve acesso ao material apreendido na operação de busca e apreensão realizada em 4 de julho. Por isso, Karen pediu à Justiça que lhe garanta acesso aos dados.
A procuradora não vê ação política do Cade no caso, como acusa o PSDB. “Eu não entendo (a demora do Cade) como uma tentativa de dificultar a obtenção das provas. É uma questão conceitual. O Cade entende que o acesso deve ser pelo Judiciário, nós entendemos que não por conta de termos sido parte do acordo de leniência.”
E emendou: “Não estamos tentando abrir caminho para nenhum tipo de benefício para o Estado de São Paulo ou qualquer governo. Nosso pedido é para que possamos exercer nossa atribuição, pura e simplesmente. São Paulo é investigado, suas autoridades são investigadas, e acredito que aí existe uma diferença conceitual.” Para ela, a dificuldade no acesso às provas atrasa apuração.
Monitoramento. O Ministério das Cidades, órgão ao qual a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) está subordinada, informou ontem que vai investigar qualquer irregularidade que eventualmente venha a surgir por causa de investigações tocadas pelo Ministério Público Federal.
O órgão afirma que todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são monitoradas pelos órgãos federais de controle, inclusive as compras feitas pela CBTU.
A empresa Siemens diz, em nota, que refuta “quaisquer acusações que não sejam baseadas em provas validadas por órgãos oficiais competentes e que denigram a imagem, seja da empresa, de governos, partidos políticos, pessoas públicas ou privadas, ou qualquer integrante da sociedade” e que adota critérios de transparência em relação a irregularidades. Já a multinacional francesa Alstom afirma que colabora com as autoridades.


 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Câmara de São Bernardo já está R$ 6 mi mais cara 
 

                CPI NELES"
Do Diário do Grande ABC
Andréa Iseki/DGABC
A construção do prédio da Câmara de São Bernardo já está pelo menos R$ 6 milhões mais cara do que a previsão do contrato firmado em outubro de 2011 com a Construtora Cronacon.
De acordo com o Portal da Transparência da Câmara, a obra do prédio Legislativo já consumiu R$ 34.413.771 de dinheiro público. A estimativa inicial presente no acordo com a Cronacon era que a estrutura seria erguida com R$ 28,4 milhões.
O montante final gasto será conhecido após a última medição do consórcio Hagaplan/Planserv/Enger, que fiscaliza a construção.
Com o valor total da obra daria para comprar pelo menos 1.503 carros populares (que custam R$ 22.890 em média) ou construir seis UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas), baseando-se no custo da unidade Silvina/Ferrazópolis, entregue em maio pelo chefe do Executivo são-bernardense, Luiz Marinho (PT), pela quantia de R$ 5,4 milhões.
Projetada para ser entregue em outubro de 2012, a intervenção só foi concluída no fim de março, mas representantes da empresa responsável pela obra solicitaram mais 90 dias para terminar a construção, que só ficou pronta em julho.
Idealizador da nova sede, o ex-presidente da Câmara Hiroyuki Minami (PSDB) afirma que não se arrepende de ter levado o faraônico projeto adiante. “A Câmara aumentou o número de cadeiras (de 21 para 28 vereadores). Além disso, havia a necessidade de oferecer condições dignas de trabalho aos funcionários da Casa”, alega.
Alvo constante de críticas desde que apresentou o projeto para demolir o antigo plenário Tereza Delta para construção de um novo palco para os trabalhos legislativos, Minami minimiza os questionamentos. “Todos criticam quando você toma a iniciativa de fazer algo.”
A nova polêmica sobre o prédio é a indefinição sobre a auditoria que será realizada nos contratos da construção. A atual direção da Câmara, comandada por Tião Mateus (PT), fez consulta para quatro empresas da Capital e recebeu orçamentos que vão de R$ 450 mil a R$ 2,1 milhões.
O chefe do Legislativo tem sustentado que só definirá se levará o pente-fino adiante com a anuência dos demais 27 parlamentares, mas ainda não se reuniu com eles para decidir o que será feito.
Política da propina’ pagou R$ 3 bilhões, apontam inquéritos  coisa de louco"cadeia neles!

Soma se refere a 'comissões' pagas por Alstom e Siemens desde os anos 1990 em dezenas de países do mundo, incluindo o Brasil


12 de agosto de 2013 | 2h 05

- Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
Genebra - Dados de investigações realizadas na Alemanha, na Suíça, no Reino Unido, na França e nos EUA mostram que possíveis acertos em licitações e pagamentos de agentes públicos envolvendo a Alstom e a Siemens totalizam R$ 3 bilhões desde os anos 1990.

As duas empresas são suspeitas de repetir o esquema de cartéis também no Brasil, a partir da mesma década, conforme documentos sigilosos do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) revelados nos últimos dias.
Naquele período, as multinacionais se valiam de uma brecha legal em seus países de origem. Até o início da década de 2000, não existiam normas na Europa que proibissem o pagamento de propinas a funcionários públicos estrangeiros. Dessa forma, a alemã Siemens e a francesa Alstom argumentavam estar dentro das regras. Propinas eram chamadas de "comissões".
Os métodos utilizados por diversas empresas eram similares, segundo o resultado das investigações internacionais.
A partir de dezenas de companhias registradas em centros offshore, eram realizados os pagamentos das "comissões" por serviços de "consultorias". Diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na época do governo do tucano Mário Covas (1995-2001) são suspeitos, por exemplo, de receber propina via essas offshores.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotou a proibição de subornar funcionários públicos estrangeiros em 1997. Diversos países demoraram para implementar suas próprias leis.
A Suíça, por exemplo, passou a considerar o suborno como crime apenas no em 2003, 25 anos após a adoção de uma lei parecida nos Estados Unidos.
As investigações mostraram, porém, que a prática não parou. Uma apuração realizada pela Alemanha em colaboração com os EUA revela que, no total, a Siemens usou US$ 1,3 bilhão para subornar pessoas. No total, 4,2 mil transações foram registradas pela empresa para o pagamento de subornos pelo mundo até o final dos anos 2000.
Medidas. No caso da Alstom, um processo liderado pelo Ministério Público da Suíça condenou a empresa a uma multa milionária por pagar propinas para funcionários públicos de outros países para obter contratos de licitação. A decisão foi tomada no final de 2011, depois de dois anos de investigação que incluiu a avaliação de contratos da empresa em 15 países diferentes. A conclusão foi de que a empresa não teria tomado as medidas necessárias para evitar que funcionários públicos da Letônia, Tunísia e Malásia fossem alvo de propinas.
A investigação constatou que foi graças ao pagamento de propinas para funcionários públicos que a Alstom conseguiu influenciar autoridades a dar contratos milionários para a empresa francesa. Para fazer esse dinheiro chegar ao destinatário, a Alstom contratava um consultor que, por meio de acordos em contratos públicos, repassava o dinheiro aos funcionários públicos.
Na sexta-feira, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito criminal para investigar o esquema de cartel nos governos tucanos. Já há 45 inquéritos civis. Não há previsão para o envio dos casos à Justiça.



domingo, 11 de agosto de 2013

Brasil tem 5,5 milhões de crianças sem pai no registro
 

Agência Estado
Reprodução
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar de 2011, apontam que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.
O Estado do Rio lidera o ranking, com 677.676 crianças sem filiação completa, seguido por São Paulo, com 663.375 crianças com pai desconhecido. O Estado com menos problemas é Roraima, com 19.203 crianças que só têm o nome da mãe no registro de nascimento.
"É um número assustador, um indício de irresponsabilidade social. Em São Paulo, quase 700 mil crianças não terem o nome do pai na certidão é um absurdo", diz Álvaro Villaça Azevedo, professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e diretor da Faculdade de Direito da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).
Segundo o professor, ter o nome do pai na certidão de nascimento é um direito à personalidade e à identidade de toda criança. "Além disso, é uma questão legal para que essa pessoa possa ter direito a receber herança, por exemplo", afirma.
Para o juiz Ricardo Pereira Júnior, titular da 12.ª Vara de Família de São Paulo, ter tanta criança sem registro paterno é preocupante. "Isso significa que haverá a necessidade de regularizar essa situação mais para a frente. Uma criança sem pai pode sofrer constrangimentos, além de estar em uma situação de maior vulnerabilidade, pois não tem a figura paterna."
Nelson Susumu, presidente da Comissão de Direito de Família da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), também considera o número preocupante, e ressalta que há ações para diminui-lo. "O programa Pai Presente do CNJ foi criado para tentar reduzir esse número." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo