quarta-feira, 11 de novembro de 2015




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  • CPI dos Correios, de 2005, foi a última comissão parlamentar de inquérito de alto impacto político
    CPI dos Correios, de 2005, foi a última comissão parlamentar de inquérito de alto impacto político
Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, começou a cumprir pena na Penitenciária da Papuda na sexta-feira (23) exatos dez anos, dois meses e cinco dias depois de prestar depoimento à CPI dos Correios, a última comissão parlamentar de inquérito de alto impacto político no país. Desde o fim da investigação do mensalão no Congresso, as CPIs perderam protagonismo na apuração de casos de corrupção e produziram mais "pizza" que impacto político.
Em 2005, passaram pelos holofotes da CPI os principais envolvidos no mensalão, como o empresário Marcos Valério, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que relatou a existência de um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso. Todos foram depois condenados e presos.
De lá para cá, o peso político das CPIs refluiu. Na Câmara, além de um ou outro escândalo de menor impacto, os deputados se propuseram a investigar temas como a crise no sistema aéreo (na época dos acidentes com voos da TAM e da Gol), o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual de crianças e adolescentes, os maus tratos ao animais e até a dívida pública do Brasil.
Nem o estouro do escândalo da Petrobras, um dos maiores esquemas de corrupção já investigados no País, contribuiu para colocar uma comissão parlamentar de inquérito no centro das atenções. Desde 2007, foram realizadas três CPIs sobre a Petrobras - uma por legislatura. A mais recente, encerrada na semana passada, não apurou fatos novos, ficou à sombra das ações da Polícia Federal, da Justiça e do Ministério Público e produziu um relatório sem pedir indiciamento de nenhum parlamentar ou autoridade do governo.
A perda de importância das CPIs na última década pode ser medida por dois indicadores: o número de notícias geradas e o nível de interesse provocado - ambos em baixa. Em 2005, o Estado publicou 1.558 textos com menções ao termo "CPI" em suas edições impressas, segundo o Acervo Estadão. Desde então, esse volume nunca mais foi alcançado. Neste ano, até setembro, foram 404. Mesmo com pouco impacto, o fim da CPI da Petrobras deve reduzir ainda mais a citação ao termo no noticiário.
O interesse público pode ser medido pelo volume de buscas por "CPI" no Google. Mais uma vez, os dados mostram que houve um pico em 2005, seguido por uma forte queda de interesse nos anos seguintes.
Um crescimento considerável nas buscas ocorreu em 2012, durante a chamada CPI do Cachoeira, que investigou as atividades de Carlinhos Cachoeira na exploração de jogos ilegais em Goiás. O que despertou o interesse atípico, porém, não foram as atividades da CPI ou seu personagem central, mas uma figura secundária: Denise Leitão Rocha, então assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Na época, um vídeo íntimo da funcionária vazou na internet.
A ferramenta Google Trends mostra que, em 2012, um terço das buscas relacionadas à CPI era feito com os termos "musa da CPI" ou "furacão da CPI", como a assessora ficou conhecida. Não foi um fenômeno passageiro: em 2013, os termos relacionados a ela representaram mais da metade das buscas por "CPI". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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Relembre as CPIs que abalaram o Congresso11 fotos

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CPI do PC Farias - Em maio de 1992, a revista "Veja" publicou uma entrevista com Pedro Collor de Mello, irmão do então presidente da República, Fernando Collor de Mello, em que ele aponta o tesoureiro de campanha do chefe do Executivo como o "testa de ferro" de um esquema de corrupção que ficou conhecido como Esquema PC. As acusações geraram a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que tinha como relator o senador Amir Lando (PMDB-RO), cujo relatório serviu de fundamento para o processo de impeachment contra Fernando Collor de Mello, o primeiro caso do gênero na América Latina 
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