sábado, 15 de dezembro de 2012

13/12/2012 - NACIONAL
Após conta de luz, Dilma quer reduzir o preço do gás


Presidente Dilma ao lado de Pimentel: governo federal busca diminuir gastos da população com luz e gás para estimular economia. Foto: Agência Brasil
Presidente Dilma ao lado de Pimentel: governo federal busca diminuir gastos da população com luz e gás para estimular economia. Foto: Agência Brasil
Proposta foi apresentada pelos ministros Fernando Pimentel e Guido Mantega em Paris
Após anunciar a redução das contas de luz para residências, comércio e indústria, a presidente Dilma Rousseff (PT) reduzirá também o preço do gás. A afirmação partiu dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), na França, durante seminário internacional para discutir soluções para a crise financeira promovido pela Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès, de Paris, nesta quarta-feira 12/12).
“Isso (redução do preço do gás) exige algumas medidas na Petrobras. E será feito. O próximo passo nessa direção já está sendo planejado”, afirmou Pimentel a um grupo de empresários franceses. O ministro ainda ressaltou a grande reserva de gás de xisto do Brasil. De acordo com Pimentel, as altas quantidades de xisto nos Estados Unidos colaboraram para a redução do preço do gás no país.
Mantega confirmou o barateamento do gás: “Não temos uma solução ainda, mas temos que reduzir o custo do gás de alguma maneira.”

Queda de braço - Apesar de beneficiar toda a população brasileira, Dilma precisou enfrentar o PSDB para garantir a redução do preço das contas de luz. A presidente criticou a “insensibilidade” dos governos tucanos de São Paulo (Geraldo Alckmin), Minas Gerais (Antônio Anastasia) e Paraná (Beto Richa) por não aderirem ao plano de barateamento da energia elétrica proposto pelo governo federal. Nesses estados, o PSDB comanda três das maiores empresas do setor elétrico do País: Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Cemig (Companhia de Energia de Minas Gerais) e Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica). As empresas não quiseram arcar com a redução do custo da energia aos brasileiros, alegando que seus acionistas teriam prejuízos. Com isso, a população dos três estados seria afetada, tendo descontos bem menores em suas contas de luz a partir de 2013.

A presidente completou afirmando que pode manter a redução de 20,2% na marra. “Isso vai onerar bastante o governo federal”, declarou, sob aplausos. “Quando perguntarem para onde vão os recursos orçamentários do governo, uma parte irá para suprir, para a indústria brasileira e para a população brasileira, aquilo que outros não tiveram a sensibilidade de fazer.”
Com a medida, mesmo com a resistência tucana, o governo federal pretende não só baratear as contas de luz para as residências. Na verdade, a proposta busca também incentivar a indústria - em um momento de crise internacional – e o comércio, que terão as tarifas ainda menores.
Compartilhe essa notícia
Enviar para um amigo Imprimir NotíciaComentar esta notícia
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário